Herpes Zóster

zosterAnos ou décadas após a infecção inicial, pode reativar, causando uma doença que raramente é grave,  mas que pode ser incapacitante. São lesões que até lembram a catapora, mas são localizadas em uma região do corpo delimitada por um dermátomo (área de abrangência de um nervo sensitivo).  Forma se então uma faixa de bolhas, muito incomoda e desconfortável, que conhecemos como herpes zóster.

Vários gatilhos foram identificados como causadores do herpes zoster, mas muitos pacientes não apresentam nenhuma explicação para o surgimento das lesões. Dentre os fatores desencadeantes, o envelhecimento, infecção pelo HIV, uso de medicamentos de reduzem a imunidade, o   hiperparatiroidismo e o estresse se destacam. A falta de exposição ao vírus também é fator de risco,  uma vez que os pediatras, que estão em contato frequente com crianças com catapora, raramente apresentam o herpes zóster.

Geralmente, a doença  começa com uma dor ou desconforto no local onde as lesões vão surgir. Como a maioria dos casos ocorre no dorso, os pacientes relatam como sintoma inicial dor nas costas, atribuída muitas vezes a problemas lombares ou na coluna. Essa é a primeira fase.

A segunda fase é caracterizada pelo surgimento das lesões na pele: pequenas pintinhas avermelhadas que crescem e se tornam bolhas, deixando um rastro de bolhas e feridas. Forma-se um rastro de lesões, quase sempre restrita a um lado do corpo, dolorosas e avermelhadas.  Os sintomas podem durar até 2 semanas, mas a cicatrização completa pode demorar ainda mais.

Por fim, inicia-se a terceira e última fase, que se caracteriza pela dor no local, que às vezes vem junto com sensação de formigamento, choque ou pontada. Alguns pacientes relatam que o vento ou o toque leve da roupa provoca a dor, que pode ser tão intensa a ponto de atrapalhar a rotina, mesmo com as lesões totalmente cicatrizadas.

Quando a dor persiste muito e torna-se crônica, tem se a neuralgia pós herpética.

Medicamentos antivirais em doses elevadas, tomados por via oral ou injetáveis, podem encurtar o tempo de evolução e o surgimento de novas lesões, especialmente quando iniciado nos primeiros 3 dias.

Medicamentos antivirais como o aciclovir, quando aplicados no local, não surtem qualquer efeito.

O tratamento da dor é feito utilizando antiinflamatórios, analgésicos potentes, antidepressivos, anticonvulsivantes e medicamentos de uso local.

Vale a pena se vacinar?

Pessoas com expectativa de vida igual ou superior a 85 anos tem possibilidade de 50% de terem herpes zoster em algum momento.

Estudos mostraram redução de mais de 50% de casos de zoster em pessoas com 60 anos ou mais que foram vacinadas, comparando com as não vacinadas. E nos casos de pessoas vacinadas que mesmo assim desenvolveram o herpes zoster , a incidência de neuralgia pos herpética foi 66% menor.

Em 2015 estudo demonstrou relação direta entre o herpes zoster e a ocorrência de derrames e infarto, condições essas com risco já elevado após os 60 anos.

Assim sendo, a vacina é recomendada a todas as pessoas sem contra-indicações e sem problemas na imunidade, com mais de 50 anos, em dose única.

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